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Abuso
sexual
Pai-de-santo acusado de pedofilia
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Mário
Bonfim Vieira foi denunciado pela mãe e a mulher, após
ser flagrado mantendo relações com uma menina. |
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Mário
Bonfim Vieira Dias, 34 anos, foi preso ontem em flagrante no Bonfim,
acusado de praticar pedofilia. Foi denunciado pela própria
mulher, Cristiane Aparecida, 19 anos, e a mãe dela, Maria Conceição
Freire, 52 anos. No momento da prisão, o acusado estava dentro
de casa em companhia da adolescente C. F., 15 anos, irmã de
Cristiane, e várias outras meninas. Segundo a mãe da
Cristiane, ele usava e obrigava as meninas a se prostituírem
para trazer-lhe dinheiro. Mário negou todas as acusações
e se disse apenas pai-de-santo e tarólogo e que as meninas
eram suas clientes. |
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Cristiane, a mãe e a irmã conviviam na mesma casa com
o acusado, juntamente com o neto, filho de Mário. Quem pagava
a casa, no entanto, era Maria Conceição, que não
trabalha, mas vive de uma pensão deixada pelo marido falecido
recentemente, no valor de R$ 310. Segundo Cristiane, além do
aluguel da casa, a mãe também arca com as despesas de
água e luz e só não ficam sem ter o que comer
porque o avô complementa a renda com mais R$ 230. |
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Cristiane
contou que conheceu Mário há pouco mais de dois anos
quando participava de um pagode. Namoraram e começaram a conviver
juntos. Tinha então 17 anos e da relação nasceu
o seu primeiro e único filho, atualmente com um ano e meio.
Não pode mas ter filhos em virtude de espancamentos que sofreu
de Mário, que a agredia violentamente com socos na barriga. |
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AMEAÇAS – Os constantes espancamentos e a embriaguez acabaram levando Cristiane a se separar do companheiro. A mãe disse que chegou a dar queixa na Delegacia da Mulher, mas algum tempo depois ele voltou e ameaçou matar toda a família, se não o deixassem permanecer dentro de casa. Maria Conceição disse que teve medo e acabou aceitando. As coisas voltaram à normalidade, por um tempo, contou Cristiane, “mas depois Mário começou a trazer outras meninas para dentro de casa, preferencialmente quando minha mãe não estava. Trancava-me no quarto e no outro ficava com as meninas. Lá tiravam a roupa e ele praticava todo tipo de abuso sexual. Cristiane contou, ainda, que ultimamente Mário mandava que ela fosse dormir com a mãe e o filho e passou a ficar com minha irmã no quarto. “Dormiam juntos já há algum tempo. Quando perguntávamos o que estava fazendo com C.F. ele desconversava e dizia que não estava acontecendo nada, que apenas conversava com ela para que tivesse mais juízo”. A mãe contou que por diversas vezes tentou ir à polícia denunciá-lo, mas tinha medo, porque Mário era uma pessoa muito violenta. Mas, depois que flagrou o pedófilo com a menor C.F. fazendo sexo, não teve mais dúvida. “Tínhamos saído eu e Cristiane. C.F. ficou em casa. Quando retornamos nos deparamos com aquela cena”. Cristiane disse que conversou com a irmã e quis saber desde quando mantinha relações e ela acabou confessando que desde os 14 anos e que gostava dele. Indagada da mesma forma pela polícia e o representante do Juizado de Menores, que também participou da operação, ela negou que tivesse tido qualquer caso com ele. Fonte: Jornal A Tarde 22/05/03 |
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